O IPCA pode estar em 4,2%, mas o que você sente no supermercado é diferente. Carnes, hortaliças e produtos de limpeza subiram mais do que a média. Para famílias que gastam proporcionalmente mais com alimentação, a inflação real é maior do que o índice oficial.
Não dá para controlar os preços. Mas dá para adaptar o comportamento de compra.
Fazer lista antes de ir ao mercado reduz compras por impulso em até 30%, segundo pesquisas de comportamento do consumidor. Parece óbvio, mas a maioria das pessoas não faz.
Comparar preços por quilo ou por litro — não pelo preço total da embalagem — frequentemente revela que o produto maior não é mais barato. Muitos supermercados são obrigados a exibir o preço por unidade de medida. Use essa informação.
Proteínas alternativas — ovos, leguminosas, frango — costumam ser mais baratas que carne bovina e têm valor nutricional equivalente ou superior. Substituir parte do consumo de carne vermelha por essas opções pode reduzir a conta em 15% a 20%.
Cortar gastos de forma radical e insustentável geralmente não funciona. O orçamento precisa ser realista. Uma redução de 10% que você consegue manter por seis meses vale mais do que uma redução de 40% que dura três semanas.